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Terceira vaga de Living Labs arranca - Portugal é o segundo país europeu com mais Living Labs

O IAPMEI e o Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico organizaram, em conjunto, no dia 27 de Junho, no Centro de Congressos de Lisboa, o encontro «Da inovação à sociedade da imaginação – os Centros Living Labs em Portugal»

O objectivo foi debater o conceito de ‘open innovation’ e analisar o estado da arte dos ‘Living Labs’ portugueses que integram a Rede Europeia (ENoLL). O evento serviu também de mote para o anúncio da 3ª vaga.
O prazo para submissão de propostas decorre até 30 de Setembro deste ano. A divulgação das candidaturas aprovadas acontecerá a 24 de Novembro durante a Conferência i2010 “Research in ICT”, uma iniciativa da Comissão Europeia e da Presidência Finlandesa.

Portugal é o segundo país da Rede Europeia com mais ‘laboratórios vivos’, contando já com seis. Apenas a Finlândia supera este número, ao apresentar sete redes.

«É preciso olhar em conjunto para Portugal como um laboratório, um espaço de desenvolvimento, um pólo para investimento estrangeiro», afirmou António Castro Guerra, secretário de estado adjunto da Indústria e da Inovação.

Para Luís Filipe Costa, presidente do IAPMEI, os ‘Living Labs’ são uma boa oportunidade para «ultrapassar o fosso de diferenças regionais que existem no nosso país».

Os Living Labs portugueses actualmente integrados na ENoLL são seis. O Madeira Living Lab, do Tecnopólo da Madeira, entrou logo na primeira vaga. O S. João Madeira Industrial Living Lab, liderado pela Sanjotec, o Creative Media Lab  e o Rener, da INTELI, o Living Lab Minho, da Universidade do Minho, e o Eco Living Lab, liderado pela Câmara Municipal da Chamusca, entraram na segunda.

Durante o encontro, debateu-se a actividade das seis redes portuguesas. Ambiente, energia, tecnologia e media são algumas das áreas em que actuam.

Braz Costa, vogal do conselho directivo do IAPMEI, aproveitou a ocasião para divulgar a criação da Living Labs Portugal, uma espécie de rede nacional que estará também disponível para colaborar com as iniciativas nascentes.

Com a 3ª vaga, Portugal poderá aumentar o número de Living Labs. «Os portugueses não têm medo de coisas novas e estão disponíveis para experimentar», disse Rui Grilo, chefe de gabinete do coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, no encerramento do encontro.

As possibilidades de financiamento no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) e do 7º Programa Quadro também estiveram em análise.

O processo de inovação alterou-se e desenvolveram-se novas metodologias para a investigação e inovação co-criativas.

A inovação torna-se, assim, mais aberta e participada pelo cidadão.

É neste contexto que surgem os ‘Living Labs’. São ambientes abertos de inovação, onde autoridades públicas, empresas, universidades, institutos tecnológicos e de inovação, e os cidadãos colaboram no desenvolvimento, prototipagem, validação e teste de novos serviços e aplicações associados às tecnologias de informação e comunicação.

O processo ocorre em contexto real, em zonas centrais de uma cidade ou até numa região.

Fonte: http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=99971&tab=community

Por Bruno Barrocas de Jesus